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quinta-feira, 6 de abril de 2017

Conversando sobre HOMOAFETIVIDADE E FIDELIDADE


Neste sabado dia, 08 de abril, o Grupo de Pais HOMOPATER, de São Paulo, vai converser sobre o assunto que mais mobiliza as relações homoafetivas, ou seja, fidelidade. As relaçoes homoafetivas masculinas podem ser diferentes das relações entre homens e mulheres. Homens são mesmo promiscuos? Existe fidelidade, relação de confiança? Dizem que homens só querem sexo, que não sabem se envolver namorar, casar...o que voce acha? Homens conseguem se relacionar afetivamente? Vamos descobrir como as relações homoafetivas entre homens podem ser satisfatórias! E claro que podem....

contato: Vera Moris whatsapp (11) 991521188
necessário inscrição

sexta-feira, 17 de março de 2017

A Minha Familia; heterossexual, homossexual


Para os homens e pais que têm envolvimento homoafetivo existe sempre um grande conflito a ser administrado, que diz respeito a familia. Quem sera a MINHA FAMILIA?


Como posso viver minha vida me assumir homosexual, sem fazer minha família sofrer, nem ficar fora dela ou deixá-la longe de mim? Como posso não machucar quem amo e também não me machucar? Quem será minha família se eu assumir minha homoafetividade?


Para um homem que constituiu uma familia dentro dos padroes heteronormativos essas questões são fonte de duvidas e aprofundamento continuado ao longo da vida. Se voce tem interesse venha converser conosco sobre isso.


contato: vemoris@uol.com.br
tel +55(11)991521188











quarta-feira, 31 de agosto de 2016

SEXO, NAMORO OU AMIZADE entre homens

Você busca relacionamento com outro homem com qual finalidade: encontro social; aplacar sua solidão; namoro; aventura sexual; par amoroso, ou conjugalidade? Nem todos querem a mesma coisa em se tratando de relacionamento entre homens. 
Você sabe o que quer? Sua estratégia é clara, isto é, seu comportamento está direcionado para seu objetivo? Seu par também sabe o terreno que está pisando? 
Quando encontra alguém que te interessa qual é sua atitude
PREDADOR - ataca logo para não perder a transa;
DEPRIMIDO - se frustra no primeiro olhar porque todos são promíscuos; 
PRESA - se apaixona e quer casar;
CAÇANDO POKEMON - procura, caça, encontra e coleciona; 
INTELECTUAL - conversa muito e tenta estabelecer regras que assegurem a posse, a fidelidade; 
MASOQUISTA - adora se fazer de capacho para fazer ele se apaixonar por você;
SÁDICO - seduz, usa e descarta, procurando não se apegar; 
FALA, MAS NÃO QUER - enrola, enrola e não sai da moita, dizendo que sexo só depois da garantia do afeto;
RAPUNZEL - fica horas à procura do príncipe encantado;
MINHACASAMINHAVIDA - acasala, casa e vive feliz para sempre.
 
Você se identifica com algum ou alguns desses tipos?
Quando homens que têm envolvimento homoafetivo param para conversar e pensar sobre o relacionamento amoroso entre homens a primeira questão, e que se converte num impeditivo para irem adiante quando se sentem envolvidos, é que "homens são promiscuos, não querem levar a sério um relacionamento; homens são caçadores e não conseguem ser fiéis". Mas será que isso basta para justificar dificuldades e frustrações amorosas? Com esse pano de fundo buscamos entender um pouco mais os homens e suas relações com o mesmo sexo. 
Falar, discutir, pensar em sexo é mais fácil. Mobiliza muito e traz para os homens uma reação mais imediata, fácil, visceral. 
A busca da satisfação física continuada com parceiros atraentes e potentes se revela o sonho de consumo de muitos. Buscam o gozo pleno e a eterna satisfação, sempre.
Freud, entre outros psicanalistas, já dizia lá atrás que essa é a energia primária instintual com a qual nascemos, que quando criança é prevalente, mas que a socialização, o desenvolvimento e os afetos que construímos vão engendrando adultos com outras demandas também importantes e com um ID menos exigente.
Ainda bem!
Sim, isso não é novidade para nós e, descontando especificidades, dificuldades e maiores e menores fixações nessa área mais física, sexual, do que é ser homem, concordamos que apenas isso é fácil e é pouco.
Quando se trata da sair à procura de parceiro por satisfação física e sexual, com maior ou menor grau de facilidade de cada abordagem (ou de cada abordador), os homens vão à luta e com frequência atingem seu objetivo.
Hoje, talvez a facilidade dos aplicativos e do anonimato que uma grande cidade oferece, a questão do prazer físico não é necessàriamente um problema para homens.
Quando o objetivo é falar de relações amorosas, de namoro entre homens, a discussão se torna extremamente ampla. O par perfeito é o grande sonho, que seja o grande amor, que o mantenha sempre envolvido, animado, arrebatado, seduzido, atraído, apaixonado, mas que também não iniba sua ânsia de ser homem sexualmente ativo e viril.
Há um elevado nível de expectativa de satisfação amorosa plena, talvez tão plena quanto a busca do prazer sexual absoluto: o amor compartilhado, plenamente correspondido, a alma gêmea, companheiro para tudo e a qualquer hora.
Sim, “e quem não quer isso?”, poderíamos dizer!
Muitos confiam e acreditam nessa possibilidade, sem voar muito ou viver apenas no sonho; eles sabem que essa plenitude pode ser experimentada numa experiência amorosa concreta, verdadeira. Alguns homens vivem isso de uma forma dinâmica e satisfatória porque estão enamorados e envolvidos com pessoas com quem se sentem plenos e vivos. A experiência amorosa satisfatória não é um estado de espírito estabelecido, permanente e tranquilo. É um movimento propiciado pelo relacionamento mantido com quem se gosta. 
Lembrando outra vez da velha psicanálise...quem não quer aquele estado permanente de um bebê plenamente tranquilo, alimentado e satisfeito? Mas a vida é um movimento e outros momentos de fome, de dor e de crescimento surgem para serem novamente atendidos, satisfeitos, apaziguados....
Nesse movimento da vida dos afetos, dos amores e dos desejos, integrar todas as demandas com o novo jeito de ser homem, pai, namorado, amante...pode ser tarefa hercúlea.
Mas, diríamos que pelo visceral grau das demandas desses dois aspectos dos homens - o sexual e o amoroso - enquanto eles se mantiverem atentos ao que querem, ao que buscam, isto poderá certamente ser encontrado! O desafio seria cada um olhar para si e descobrir como lidar com esses dois aspectos em tão elevado grau de expectativa. 
Os homens que se mantém em relacionamento homoafetivo se referem a um desconhecimento das regras vigentes nesse setor. Cada faixa etária, cada grupo, quando procura quem lhe atrai o faz sob determinados códigos. Para um grupo de homens e pais que se lançam na vida homossexual mais tardiamente, a desatualização quanto à funcionalidade de regras válidas para aproximação de seus iguais pode relegá-los por algum tempo ao cômodo, porém traiçoeiro, uso do sexo pago (ou não) fácil, fugaz.
Os tipos de "jogo de atração" ou de sedução entre os homens é também outro ponto a se refletir. Seriam válidas as mesmas regras envolvidas num relacionamento heterossexual? Buscar um parceiro que é homem exige de um homem alguma atitude específica? Um desafio para os homens é descobrir como funciona o "jogo entre homens", se quiserem jogar direito e não se machucar.
Outro grande desafio também é trazer para sua parceria amorosa, na relação que conquistou e vive, os mesmos jogos sexuais que o satisfazem quando não tem parceiro fixo. Querer perpetuar na relação com o parceiro aquilo que era obtido da variedade dos encontros sexuais parece ser o desejo de muitos, porém requer bastante empenho dos envolvidos na manutenção da "eterna chama". 
Encontrar alguém que tenha projeto similar, que busque na parceria amorosa algo semelhante ao que você quer para si, parece um desejo não muito fácil de ser atingido entre homens, bem como nos casais em geral. O código estabelecido pelo casal exige ou não pacto de fidelidade? A relação é aberta? Há reciprocidade no envolvimento? O que você espera da relação é compartilhado e complementado pelo outro?  Relações igualitárias, com igual comprometimento dos envolvidos, na qual um não precisa se submeter aos desmandos do outro, que se impõe como o que tem poder pode ser o sonho de muitos. Entre homens essa  pode ser uma parceria bastante almejada e promissora, embora não exatamente a unica possibilidade satisfatória e saudável.
Muitas coisas para ficar avaliando! Melhor deixar seguir, dizem alguns, porque tudo é sentido. Se não está valendo a pena precisa saber colocar um ponto final, para não trazer prorrogação com sofrimento desnecessário. 
O grande medo? O de adoecer pela excessiva troca de parceiros; medo de se machucar outra vez e nunca mais se entregar para um relacionamento; medo da solidão, da impotência, do envelhecimento.... Medo de não encontrar alguém. Medo de desistir porque é difícil, de se satisfazer com menos, de se acomodar...
Tudo é de certa maneira ponderável, e assim os homens também referem que "quando você se sente amado, quando também está amando não tem medo de envelhecer, de ficar impotente, de não ter mais como fazer sexo...", pois parece existir muito mais coisas importantes e satisfatórias numa relação amorosa entre homens!
Não seria essa afirmação a mais pura expressão do elevado nivel de expectativa projetada nas relações entre dois homens? Pensamos que não...
Vera Moris 
São Paulo, 31 de agosto de 2016

sexta-feira, 12 de agosto de 2016

Sexo namoro ou amizade?

O que pode rolar no relacionamento homoafetivo masculino?

Reunião ABERTA do Grupo de Pais HOMOPATER

dia 20 de agosto de 2016 as 15h


Você busca se relacionar com outro homem com qual finalidade: encontro social; aplacar sua solidão; aventura sexual; namoro; par amoroso, conjugalidade... Nem todos querem a mesma coisa, em se tratando de encontro entre dois homens.  
Você sabe o que quer, sua estratégia é clara, isto é seu comportamento está direcionado para seu objetivo? Seu par também sabe o terreno que está pisando?

Qual seu estilo quando encontra alguém que te interessa?
             PREDADOR ataca logo para não perder a transa;
             DEPRIMIDO se frustra no primeiro olhar porque todos os homens são promíscuos;
             PRESA se apaixona e quer casar;
             CAÇANDO POKEMON procura, caça, encontra e coleciona;
             INTELECTUAL conversa muito tentando estabelecer regras que garantam a posse, a fidelidade;
             MASOQUISTA adora se fazer de capacho para ver se ele se apaixona por você;
             SÁDICO seduz, usa e descarta, procurando não se apegar;
             FALA MAS NÃO QUER enrola, enrola, mas não sai da moita dizendo que sexo só depois de garantir o afeto;
             RAPUNZEL fica horas à procura do príncipe encantado;
             MINHACASAMINHAVIDA acasala, casa e vive feliz para sempre.

Buscando mais satisfação em suas relações? Se identificou com alguns estilos? Seu jeito é outro e dá certo? Venha conversar com outros homens sobre esse instigante assunto!



OBS: Necessário se inscrever para garantir vaga. Entre em contato para outras informações: vemoris@gmail.com   cel + 55 11 991521188 
             





quarta-feira, 21 de outubro de 2015

RELACIONAMENTO AFETIVO ENTRE HOMENS, ISTO É POSSIVEL?


Muitos homens sonham com um parceiro, um companheiro ou namorado, enquanto isso "se distraem" com parceiros ocasionais, em sua maioria para trocas sexuais. Talvez porque ficar só não seja sempre uma alternativa....Mas será que de fato todos querem um compromisso?
Porque parece tão difícil arrumar alguém, gostar de fato, ter cumplicidade e companheirismo?
Você que consegue "ter alguém", ou que está sempre namorando, venha contar seu segredo; você que não consegue venha ver porque. Temos muito o que conversar!!!



segunda-feira, 18 de novembro de 2013

REVELAÇÃO (SAIR DO ARMÁRIO) PARA FILHOS

CONVERSANDO COM OS HOMENS E PAIS SOBRE A REVELAÇÃO DA HOMOAFETIVIDADE PARA FILHOS

 DIA 23/11/2013, ÀS 15H EM SP

A REVELAÇÃO PARA OS FILHOS é um dos principais desafios para o homem, pai e gay. É um processo longo, requer preparação e culmina com um dos momentos mais intensos e verdadeiros na relação com os filhos. Foi esse o tema do nosso doutorado, que mobilizou a criação deste nosso grupo Homopater e que será rediscutido nesse dia. Desta forma mais e mais pais poderão se preparar e saber qual a hora certa, o momento, a idade, o jeito de conversar com os filhos para que eles entendam que seu pai não é heterossexual.

Pretendemos levantar as principais dicas dos muitos pais que já revelaram sua homoafetividade para que os outros, que ainda não revelaram mas que pretendem, possam conversar com segurança e confiança, sem medo de prejudicar os filhos. Para os que não pretendem (revelar) vamos também tentar compreender os bons motivos que esses pais têm, avaliando riscos e benefícios.
 
Muitos veteranos do grupo HOMOPATER, que há seis anos participaram da pesquisa sobre nossa tese virão revalidá-la, contando como ficou a relação com os filhos depois da revelação. Todos os amigos são convidados, participe também. Necessário confirmar presença.
 
Contatos: vemoris@uol.com.br (Vera Moris cel 991521188)

segunda-feira, 21 de outubro de 2013

DILEMAS DA HOMOSSEXUALIDADE COM EDSON DEFENDI

 
 
O desafio masculino: sexo fácil X envolvimento afetivo. 
 
DIA 26/10/2013, EM SÃO PAULO
 
Como lido com minha homossexualidade? 
De que forma o processo de aceitação de minha homossexualidade define alguns 
projetos da minha vida? Sabemos que processo de aceitação e compreensão da 
homossexualidade implica em uma série  de dilemas e escolhas durante a vida. Nosso objetivo neste encontro é conversar sobre os dilemas que implicam na 
construção  de uma identidade homossexual saudável e com qualidade.  Venha compartilhar sua história e dividir com outros participantes questões 
pertinentes a sua vida e sua homossexualidade.
 
Pensar um pouco a nossa estrutura de personalidade, nossos desafios, entender a própria homossexualidade é assunto recorrente que permeia muitas discussões no grupo Homopater.
Observamos que muitas vezes as dificuldades não dizem respeito a direitos, ou preconceitos no âmbito social.   Parece que nem sempre é claro para os homossexuais como o seu próprio processo pessoal, sua auto aceitação, a forma como foi se definindo um homem tem diversas implicações. 
A segurança, confiança e o orgulho de ser quem você é são conquistas de toda uma vida. 
 
Informações e inscrição entrar em contato com Vera Moris no e-mail vemoris@uol.com.br.

 
Esperamos por vocês.
 
 
 
 
 
 



quinta-feira, 23 de maio de 2013

A EX MULHER DO PAI GAY

Aliada ou inimiga? Um homem, pai e gay pode ter relações boas e amigáveis com sua ex mulher após o divórcio, mas ela pode ser sua algoz de vários anos de calvário...

 A HISTÓRIA DE JOÃO PEDRO

 << Meu casamento foi muito bom, satisfatório e por um tempo me senti capaz, competente com minhas conquistas profissionais, como pai e marido, enfim orgulhoso da vida familiar que levava. Mas depois de alguns anos fui percebendo que o meu interesse por meninos não havia acabado, que aqueles jogos da juventude não foram apenas “coisas de garotos”. Por mais que eu tentasse não dar importância essa verdade – de que eu sou gay – ficou clara quando me apaixonei pela primeira vez por um homem. O medo do sofrimento, do afastamento da família não aplacou a tomada de decisão. Veio a separação, a necessidade de me aceitar, de enfrentar o mundo e o preconceito, para fazer valer essa realidade >>

SE VOCE É PAI E TEM RELACIONAMENTO HOMOAFETIVO VENHA DISCUTIR ESSA SITUAÇÃO E OUTRAS PARECIDAS NO ENCONTRO DO GRUPO DE PAIS, HOMOPATER, NO DIA 25/05/2013!


ENTRE EM CONTATO COM VERA MORIS NO FALE CONOSCO, CASO TENHA INTERESSE.

quinta-feira, 4 de abril de 2013

UMA CONVERSA COM EDITH MODESTO

DIA 06 DE ABRIL
 O GRUPO DE PAIS DE SÃO PAULO VAI CONVERSAR
COM EDITH MODESTO, QUE É MÃE DE HOMOSSEXUAL. VAMOS SABER
PORQUE É TÃO DIFÍCIL FALAR DE HOMOAFETIVIDADE COM NOSSOS PAIS?

 
Você é homossexual? Tem um familiar que é?

PARTICIPE DESSA CONVERSA!


Às 15h na rua Diogo de Faria; prox Metrô Sta Cruz,
Necessário inscrição, entre em contato vemoris@uol.com.br



quinta-feira, 22 de março de 2012

Ser pai e ter namorado

A PRIVACIDADE DO CASAL HOMOAFETIVO E A ATITUDE COM OS FILHOS, OU COMO NÃO SEPARAR A HOMOAFETIVIDADE DA PATERNIDADE

Quando falamos de reconstrução ou redefinição da própria masculinidade para o pai de nosso convívio se trata, na prática, de buscar uma forma de estar com os filhos e com o namorado ou companheiro numa rotina doméstica natural. Atividades comuns de qualquer família como assistir um filme com pipoca no final de semana, acordar todos no domingo e ter um café da manhã coletivo, prazeroso, ou até mesmo viajar juntos, se divertir, sem ter que esconder na frente dos filhos o carinho e afeto de casal. A questão muito simples é: preservar a própria privacidade sem negar a relação homoafetiva, sem precisar esconder do próprio filho o namorado ou companheiro.

A experiência de alguns pais serve para que outros repensem suas atitudes. Alguns percebem que precisam ser mais firmes, outros que precisam compreender melhor a fase que os filhos atravessam, mas para a grande maioria é uma questão de delimitar o que é privacidade e intimidade, daquilo que é um receio ou medo de ser natural.

Um pai tem estado aflito porque seu filho (13 anos) anda meio quieto e distante dele, desde que se revelou há cerca de 5 meses. Inicialmente aparentava ter aceitado, entretanto o pai percebe que ele tem andado agressivo e mesmo quando semanalmente estão em atividades juntos, permanece calado e isolado.

O pai está com receio de que o filho esteja sofrendo e com dificuldade de aceitá-lo com sua homoafetividade. Agora que está namorando ainda não conseguiu falar com seu filho sobre isso. Uma situação complexa já que seu namorado mora em sua casa nos dias que seu filho não mora; ou seja, estão todos na mesma casa e o filho não sabe disso. Essa situação que já dura mais de um mês tem trazido desconforto ao pai. Ele sabe que precisa encontrar uma forma, e rápida, de solucionar isso.

Os aspectos apontados para o perigo de manter essa situação são os que dizem respeito a segredo e lealdade na relação pai e filho. Embora a preocupação desse pai seja passar para seu filho, de forma natural, que esse namoro é uma relação boa de afeto e respeito mútuo ele não consegue vislumbrar que quanto mais ele esconde, mantém segredo e demora para contar, mais o filho ficará distante e desconfiado de que tem algo estranho e errado nesse tipo de relacionamento. A justificativa do pai é que seu filho ainda não tem idade e portanto, não precisa saber de coisas de sua intimidade, entretanto é exatamente isso que ele desvela e põe em risco quando não lida com respeito e naturalidade com essa situação.

De fato o que esse evento desencadeia é a necessidade dos homens e pais que se mantém envolvidos com outro homem revejam como eles se comportam afetivamente, - homoafetivamente – diante de seus filhos que já sabem de sua sexualidade. Porque eles não podem agir naturalmente, com afeto, como um casal de namorado ou como companheiros, no convívio com seus filhos? Dúvidas como manter o quarto com a porta aberta ou fechada se todos dormem na mesma casa, ou como ficar quando os filhos estão perto, dar as mãos, abraçar, ou seja, como manifestar carinho de namorado, de casal, são muito frequentes.

Os pais em sua maioria preferem se esquivar de mostrar que aquele homem que está sempre ao seu lado é muito mais que amigo, é seu namorado e companheiro, é uma pessoa que tem um grande valor afetivo para ele. Eles justificam dizendo que querem preservar seus filhos do preconceito, não querem confundi-los, prejudicá-los, e não sabem o que fazer, o que é correto, adequado. O que pode ser descrito como bom e adequado para o casal e para a família é a naturalidade da manifestação de afeto entre pessoas que se gostam, considerando que valores culturais, de educação, estão presentes na forma como pessoas se relacionam.

O que questionamos sempre é se o problema dos pais não está na imagem que constroem de si mesmos como homem e pai. Se a pessoa com quem esse pai está namorando fosse uma mulher (a mãe de seus filhos, ou mesmo outra mulher após seu divórcio) o pai abraçaria, daria um selinho e colocaria a cabeça no ombro. Também andaria de mãos dadas e quando fossem dormir fechariam as portas. Bem então parece que só os heterossexuais têm direito de usufruir de manifestação de afeto como casal? E as crianças, os filhos desses homens que são homossexuais crescem com o sentimento de que seus pais namoram, ficam e se relacionam, mas que não existe nenhum afeto entre dois homens? Isso não é verdade. Então porque esconder o que é positivo no relacionamento entre dois homens?

Será que isso não reforça a ideia de que dois homens só querem saber de sexo? E se é de sexo que se trata é com razão que deve ser preservada a intimidade e privacidade, porque de fato os filhos devem se manter distantes, afastados do comportamento de seus pais na cama, quer eles sejam ainda casados, ou se estão em outros relacionamentos pós divórcio. Não é comum mesmo, nem convém, filhos e pais falarem sobre isso nem quando e como fizeram sexo. Porque a atividade sexual de um casal pertence à esfera privada e como tal é preservada, mantida. A afetividade, entretanto, é um elemento de vinculação que une um casal, é por que existe um bem querer, um gostar, que eles querem ficar juntos.

Através da exteriorização do afeto é possível perceber o sentimento positivo que existe entre duas pessoas e isso é muito bem vindo em qualquer grupo, familiar inclusive. O contrário, não mostrar o afeto de casal é não mostrar nada, como se não houvesse nenhum sentimento envolvido nessa relação. É prejudicial para o desenvolvimento de crianças elas crescerem em famílias que se relacionam através da raiva ou agressividade; o contrário, as demonstrações do afeto e carinho existentes reforçam os vínculos positivos e fortalecem os laços familiares.

A dúvida, se a porta de seu quarto deve ficar aberta ou fechada quando seus filhos estão em casa e o namorado ou companheiro também está ali com eles, requer uma solução através da discriminação de assuntos privativos e do convívio familiar. Vejamos os relatos o que mostram:

"Deixar a porta aberta e manter uma postura natural sem sexo é na minha opinião uma forma de dizer a ele que nada tenho a esconder. Acho que fechar a porta... coisa que nunca fizemos em casa...(quando era casado e o filho era pequeno) nao seria legal. Mas estou ainda pensando muito, e esta oportunidade ainda nao aconteceu, vamos ver na hora".
Aqui não se trata de esconder ou fazer segredo, que de fato seria prejudicial; nesta situação este pai se confunde. Nós temos sim o habito respeitoso de manter nossa intimidade entre quatro paredes, não é verdade?

A porta pode sim ficar fechada, é assunto que diz respeito à preservação da intimidade de um casal; seja o pai e a mãe, homem e mulher, homem e homem, mulher e mulher. Não fechar a porta dá a entender que os filhos podem entrar e sair na hora que quiserem, sem respeitar aquele espaço, sem pedir licença e que o casal não precisa de intimidade, ou que não existe.

Deixar a porta do quarto do casal aberta é prática comum quando os filhos são bebes, ou estão doentes; maiores (em torno dos três anos), as portas podem ser fechadas para eles entenderem que cada um tem seu espaço. Mais tarde, na adolescência, eles é que fecham as portas para impedirem que os pais invadam sua privacidade, para preservarem sua intimidade e os pais, por sua vez, respeitam. Um casal que dorme de porta aberta dá a entender aos filhos (e aos outros), que aquele espaço pode ser adentrado por quem quer que esteja na casa. E a intimidade do casal fica devastada, invadida.

Agir afetuosamente, com naturalidade na presença e companhia dos filhos é inseri-los em sua rotina da vida; é ajudá-los a entender como a sua homoafetividade é algo que só diz respeito à sua intimidade, à sua privacidade. Esconder demonstrações positivas de afeto, de respeito, atenção, cuidado mútuo, limita para os filhos a compreensão das relações afetivas, e neste caso homoafetivas.

Vera Lúcia Moris, março de 2012